Vigésimo dia: Acertos e compras em Genebra

Hoje, dia 15, nosso vigésimo dia de viagem (não contando o dia em que saímos do Brasil, 26/12/12), ficamos aqui em Genebra, acertando umas coisas (planejando o que fazer nos últimos dias) e, feito isso, fazendo umas comprinhas.

Decidimos que iríamos tentar ir para Veneza, que a Paloma queria muito conhecer e que eu também não conheço. Daqui lá é uma viagem de 7h30 a 9h de trem. A Paloma havia visto uns horários que nos pareciam bons. A gente deixaria as coisas aqui no nosso studio e pegaria o trem por volta da meia-noite, chegando em Veneza de manhã, voltando na noite seguinte. Dormiríamos num compartimento leito, algo que a Paloma também nunca fez. (Eu, quando criança, viajava de leito com frequência de Ourinhos para São Paulo [Estação Sorocabana] e de volta. A gente morava no Norte do Paraná, Marialva ou Maringá, e vinha visitar meus avós e meus tios em Campinas. Depois de adulto viajei mais duas vezes).

Às 8h eu estava na estação de trem (Gare Cornavin), para tentar viabilizar esse plano. Aí começaram os problemas. O trem cujo horário a Paloma havia selecionado passa pela Suiça, vindo de Paris e indo para Veneza, mas não para… Quis saber onde ele parava, para pensar na possibilidade de a gente viajar até lá para pega-lo, mas ele é non-stop, não para em lugar nenhum. Sai de Paris às 19h59 (20h) e chega em Veneza às 9h30: 13h30 de viagem, sem parar…

Ocorreu-me, então, ali na hora, que, como nós temos o passe EuRail, a gente poderia ir para Paris de madrugadinha, passar o dia lá, e, às 19h59, pegar o dito trem. O cara achou a ideia meio doida (afinal de contas, Paris dista 900 km de Genebra, 3 horas no TGV – Trem de Alta Velocidade. O problema é que ele não conseguia obter um preço especial (o desconto do EuRail) para o compartimento de leito. Recomendou que eu fosse até o escritório da Companhia de Estradas de Ferro Francesa, do outro lado da estação. Fui lá, só abria às 9h, tomei um café num café para esperar, e, quando o escritório abriu, fui lá e expus meu caso.

A moça entendeu, mas não conseguia fazer reserva no trem Paris-Genebra. Tentou de todo jeito, ligou para a central dela, eles disseram que, para aquele trem, como no caso de todo trem que vai para a Itália, só pela Internet, etc. Ela entrou na Internet e fez de tudo: o site não deixava que ela fizesse a reserva.

Lembrei-me, então, que o agente suíço disse que ele conseguiria fazer a reserva, mas eu tendo que pagar o preço full pela cabine dormitório. Despedi-me da moça e voltei para a Estação de Trem.

Lá consegui fazer todas as reservas, inclusive para a volta, e obtive uma cabine leito de dois lugares.

Único problema: o TGV que vai de Genebra a Paris não tinha mais lugar na primeira classe (que fornece breakfast incluso no preço). Optamos então ir pelo TGV que sai de Lausanne, a meia hora daqui. Ali havia lugares. Único problema: vamos ter de nos levantar às 4h30 da manhã, mais ou menos, para pegar o trem para Lausanne às 5h e pouco e o TGV para Paria às 6h20.

Na hora de pagar, mais um problema: nenhum cartão meu foi aceito… Pensei que o Itaú houvesse cancelado minhas contas e cartões… Mas o rapaz resolveu tentar num outro guichê e ali a maquininha aceitou o primeiro cartão que eu havia dado sem problema. (Até o meu cartão de débito do Itaú é aceito em todo lugar aqui: lojas, restaurantes, bancos, caixas eletrônicos, etc.).

Voltei para o quarto e encontrei a Paloma já nervosa, porque fiquei cerca de 2h fora, sem poder me comunicar com ela — pois não habilitamos nossos celulares para usa-los aqui. Tomamos um chocolate no quarto e decidimos que, dados os planos de viagem, que vão nos ocupar amanhã e depois, dias 16 e 17/1/2013, seria bom fazer as famosas “comprinhas” hoje — pelo menos o grosso delas.

Assim, fomos para o Magasin Manor. Melhor: a Paloma foi, eu me enrosquiei na Librairie Payot, a maior de Genebra.  Combinamos nos encontrar no restaurante do Manor dali 2h.

Na livraria acabei comprando três livros:

1) Les Intellectuels Faussaires: Le Triomphe Médiatique des Experts en Mensonge, de Pascal Boniface

2) Le Grand Livre des Idées Reçues: Pour Démêler le Vrai du Fausse, de vários autores

3) The Making of Global Capitalism: The Political Economy of American Empire, de Leo Panitch e Sam Gindin.

O primeiro é livrinho, os outros dois, livrões.

Encontramo-nos, a Paloma e eu, no Restaurante do Manor, comemos alguma coisa, descemos, a Paloma comprou mais algumas coisas, e viemos para o quarto, já cerca de 15h, horário local. Mas ainda vamos precisar voltar lá (fecha às 19h hoje). Ainda bem que o magasin fica a cerca de três quarteirões daqui do Résidence Mont Blanc.

Quem sabe escrevo mais, depois. Mas,  quem sabe, também não…

Em Genebra, 15 de Janeiro de 2013

Eduardo Chaves

Sobre Eduardo Chaves

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